Governo de MS reforça mobilização contra arboviroses em aldeias indígenas de Dourados e Itaporã

Contexto Epidemiológico Atual

No início de 2026, a situação em relação às arboviroses, especialmente a Chikungunya, tem se agravado nas aldeias indígenas de Dourados e Itaporã. Os registros de notificações indicam um aumento significativo de casos em comparação com 2025. A transmissão ativa do vírus é uma preocupação constante para os serviços locais de saúde, que atendem aproximadamente 21.355 indígenas com suporte de apenas quatro unidades básicas e seis equipes de saúde. Recentemente, foram confirmados 150 casos de Chikungunya nesse contexto, resultando em três óbitos e exigindo uma resposta imediata e eficaz.

Reuniões e Estratégias do Governo

Para enfrentar esta grave situação, uma reunião foi realizada no dia 12 de março de 2026, envolvendo representantes do Ministério da Saúde, da SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena), do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), da Força Nacional do SUS, e das secretarias de saúde de Dourados e Itaporã, além de lideranças locais. O objetivo foi alinhar ações e estratégias para o controle do vetor Aedes aegypti, responsável pela transmissão de arboviroses.

A Importância da Força-Tarefa

Em resposta ao cenário crítico, uma força-tarefa foi mobilizada para intensificar as ações de controle vetorial na região. A secretária-adjunta da Saúde, Crhistinne Maymone, enfatizou a necessidade urgente de garantir a assistência à saúde enquanto se realiza uma abordagem agressiva contra o mosquito.

Resultados do Mutirão de Combate

Entre os dias 9 e 11 de março, um mutirão realizado nas aldeias Jaguapiru e Bororó contou com cerca de 100 profissionais de saúde. Durante essa ação, foram inspecionados 2.355 imóveis, onde foram encontrados 589 focos do mosquito Aedes aegypti, com 90% dos criadouros identificados em pneus, caixas d’água e resíduos acumulados. Os resultados da operação são resumidos na tabela abaixo:

Descrição Número
Imóveis vistoriados 2.355
Imóveis tratados 1.156
Focos encontrados 589
Imóveis borrifados com máquina costal motorizada 43
Agentes de endemias envolvidos 77
Agentes de saúde indígena envolvidos 20

A Atuação das Equipes de Saúde

As equipes, que incluíram agentes de saúde indigena e de endemias, trabalharam de forma integrada, realizando inspeções, aplicando larvicidas e inseticidas, além de instalar ovitrampas para o monitoramento das populações de mosquito. A logística e transporte foram facilitados pela Secretaria de Obras, garantindo o acesso às áreas mais afetadas.



Desafios Enfrentados nas Aldeias

A mobilização das equipes de saúde não foi isenta de desafios. A falta de infraestrutura adequada, somada à resistência de algumas comunidades em receber o apoio profissional, dificultou a execução plena das estratégias de combate. Adicionalmente, a alta demanda por serviços de saúde frente ao aumento de casos de Chikungunya pressionou ainda mais os recursos disponíveis.

Integração entre Instituições

Durante a videoconferência com o Ministério da Saúde, a secretária-adjunta da SES reiterou a importância da colaboração entre as instituições envolvidas. Destacou que a união de esforços é fundamental para superar este momento crítico e que o Estado está comprometido em coordenar as ações com municípios e o Ministério da Saúde para garantir um ataque efetivo às arboviroses.

Compromisso com a Saúde Indígena

O Governo de Mato Grosso do Sul reafirmou seu compromisso com a saúde das populações indígenas, buscando soluções práticas e eficientes, sem atribuir culpas, mas focando na proteção da comunidade. As reuniões realizadas têm sido fundamentais para assegurar que todos os envolvidos estejam alinhados nas ações e prioridades.

Próximas Etapas e Ações Planejadas

O acompanhamento do cenário epidemiológico vai continuar, com a SES oferecendo suporte aos municípios em suas iniciativas de prevenção e controle. A prioridade é não apenas garantir assistência à população, mas também eliminar os criadouros do Aedes aegypti, com foco especial em locais como caixas d’água, pneus e acúmulo de lixo, onde a incidência do mosquito é mais alta.

A Necessidade de União Comunitária

Para que todas as medidas tenham sucesso, é essencial que haja uma mobilização comunitária. Os esforços de combate às arboviroses necessitam do engajamento da população, com educadores e líderes locais incentivando práticas de higiene e cuidados que contribuam para a eliminação dos focos do mosquito. A conscientização e a colaboração de todos são vitais para superar as dificuldades atuais e proteger a saúde das comunidades indígenas.



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