A Prefeitura de Dourados homologou o Plano Municipal do Livro e da Leitura por meio do Decreto nº 881, de 28 de setembro de 2026. A publicação ocorreu no Diário Oficial do Município em 27 de outubro de 2026.
Segundo a prefeitura, o plano resulta de um trabalho com diferentes setores da sociedade e estabelece diretrizes para uma política de leitura com duração de dez anos. A proposta prevê acompanhamento e revisão periódica.
O planejamento envolve áreas da administração municipal, instituições de ensino superior e representantes da sociedade civil em Dourados. Entre os participantes estão a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

O PMLL busca ampliar o acesso a livros e fortalecer bibliotecas públicas e escolares. De acordo com o secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, as ações também consideram a primeira infância, a população imigrante e as comunidades indígenas Guarani, Kaiowá e Terena.
Homologação e governança para os próximos dez anos
A estrutura do Plano Municipal do Livro e da Leitura de Dourados prevê uma comissão gestora permanente, metas e indicadores para acompanhar as ações. O planejamento também estabelece revisões periódicas, conforme a Prefeitura de Dourados.
O secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, definiu o PMLL como uma política de Estado, e não como um projeto de governo. Segundo ele, a proposta busca assegurar continuidade entre gestões e prevê fontes inovadoras de financiamento.
Silva afirmou que o plano pretende enfrentar lacunas históricas e relacionou a iniciativa à identidade territorial de Dourados. A prefeitura também aponta a articulação da economia do livro com a sociedade civil como parte da estratégia de desenvolvimento local.
Acesso a livros, bibliotecas e ações de leitura, participação social e articulação do plano
Entre as medidas previstas estão o acesso fácil e gratuito a livros, especialmente obras literárias, e a criação ou manutenção de bibliotecas públicas e comunitárias, com atenção a áreas de vulnerabilidade. O plano propõe ainda pontos de leitura em escolas, postos de saúde, transporte público e instituições sociais.
As ações incluem programas de incentivo à leitura da primeira infância à terceira idade, além de apoio a contações de histórias, clubes de leitura, rodas literárias e feiras do livro. Para valorizar a produção regional, o PMLL prevê editais, concursos, publicação de obras e estímulo à formação de acervos com escritores locais.
A proposta prevê iniciativas voltadas à literatura de grupos em situação de vulnerabilidade, incluindo mulheres, pessoas com deficiência, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e migrantes. Também contempla protocolos multilíngues para acolher a população imigrante e ações de memória oral e obras bilíngues para comunidades indígenas.
O plano articula políticas de educação, cultura, assistência social e juventude, prevê orçamento específico e busca parcerias com empresas, organizações não governamentais e instituições culturais. A elaboração reuniu núcleos da Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria Municipal de Cultura, a Comissão de Educação da Câmara Municipal, entidades como as Bibliotecas Indústria do Conhecimento do Sesi, a Academia Douradense de Letras e o Grupo Literário Arandu, além de profissionais e representantes da sociedade civil.


